Reforma Tributária: Prepare a Sua Empresa para o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo

A maior mudança tributária em quase 60 anos já tem data. Entre 2026 e 2033, ICMS, ISS, PIS e COFINS dão lugar ao IBS e à CBS. Quem simula o impacto agora ajusta preço, margem e contrato antes de sentir no caixa.

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O panorama

O que está em jogo

A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 substituem cinco tributos por um modelo de IVA dual: a CBS, federal, no lugar de PIS, COFINS e parte do IPI, e o IBS, de estados e municípios, no lugar de ICMS e ISS. Sobre produtos específicos, como cigarro, bebidas e itens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, incide ainda o Imposto Seletivo. O que era um emaranhado de regras por estado e por município passa a ter base ampla, crédito amplo e cobrança no destino.

Na prática, três mudanças reorganizam a conta de qualquer empresa: a não cumulatividade plena, em que quase tudo o que você compra gera crédito; a tributação no destino, que encerra a guerra fiscal e os benefícios estaduais atuais; e o split payment, em que o imposto é separado já no momento do pagamento. Setores de serviço, com poucos insumos, tendem a sentir aumento de carga; indústria e comércio, com muitos créditos, podem melhorar. Sem simular, ninguém sabe de que lado está.

A transição é longa e escalonada. 2026 é ano de teste, com alíquotas simbólicas de CBS e IBS para calibrar sistemas. Em 2027, a CBS entra pra valer e PIS e COFINS são extintos. De 2029 a 2032, o IBS sobe enquanto ICMS e ISS descem, até a extinção completa em 2033. Cada ano exige ajuste de cadastro, de sistema, de preço e de contrato, e a empresa que trata isso como projeto, não como susto de última hora, atravessa a mudança com a margem protegida.

Para quem é

  • Indústrias e comércios que migram do ICMS para o IBS
  • Prestadores de serviço que hoje pagam ISS e temem aumento de carga
  • Empresas que dependem de benefícios fiscais estaduais, que serão extintos
  • Negócios do Simples Nacional avaliando como o novo crédito afeta seus clientes

O que muda na prática

O resultado que esse trabalho entrega

Impacto calculado, não estimado

Você vê o número da sua empresa no modelo novo antes de ele chegar, com simulação sobre a operação real.

Preço e contrato ajustados a tempo

Revisão de precificação e cláusula de repactuação tributária para a mudança não comer a margem.

Crédito novo aproveitado

Mapeamento do que a não cumulatividade plena passa a permitir creditar, insumo por insumo.

Escopo

O que está incluído

  • Diagnóstico do impacto da Reforma no faturamento, na margem e no preço da sua empresa
  • Simulação comparativa da carga atual (ICMS, ISS, PIS e COFINS) frente a IBS e CBS
  • Mapeamento dos créditos que a não cumulatividade plena passa a permitir
  • Análise dos benefícios fiscais atuais e do que acontece com eles na transição
  • Revisão de precificação e de contratos, com cláusula de repactuação tributária
  • Adequação de cadastro de produtos e serviços, de sistemas e da emissão fiscal
  • Acompanhamento do período de teste de 2026 e da entrada da CBS em 2027
  • Plano de transição ano a ano até 2033, com responsáveis e prazos definidos
  • Treinamento do time financeiro e fiscal no novo modelo

Como conduzimos

Um método, quatro etapas.

  1. Diagnóstico

    Levantamento dos dados reais da sua operação e identificação do que pode ser melhorado, com número na frente.

  2. Proposta técnica

    Escopo, prazo, responsável e resultado esperado por escrito. Sem "depende" genérico.

  3. Execução

    Time nomeado, cronograma acompanhado e comunicação com protocolo de 15 minutos.

  4. Mensuração

    Relatório do resultado obtido e revisão contínua para o ciclo seguinte.

Perguntas frequentes

Reforma tributária: o que perguntam com mais frequência

O que muda com a Reforma Tributária?

Cinco tributos dão lugar a três. PIS, COFINS e parte do IPI viram a CBS, federal. ICMS e ISS viram o IBS, de estados e municípios. E surge o Imposto Seletivo sobre produtos específicos. O novo modelo é um IVA de base ampla, com crédito sobre quase tudo o que a empresa compra e cobrança no destino, o que encerra a guerra fiscal e a maioria dos benefícios estaduais atuais.

Quando a Reforma começa a valer?

A transição vai de 2026 a 2033. 2026 é ano de teste, com alíquotas simbólicas de CBS e IBS. Em 2027 a CBS entra em vigor e PIS e COFINS são extintos. De 2029 a 2032 o IBS sobe gradualmente enquanto ICMS e ISS caem, até a extinção completa em 2033. Ou seja, a empresa conviverá com os dois sistemas ao mesmo tempo por vários anos, o que exige controle redobrado.

Minha empresa vai pagar mais imposto?

Depende do setor e da estrutura de custos. Empresas de serviço, com poucos insumos creditáveis e folha alta, tendem a ver aumento de carga. Indústria e comércio, com muitos créditos de insumo, podem sair ganhando com a não cumulatividade plena. A única forma de saber é simular a sua operação nos dois modelos, e é isso que fazemos no diagnóstico.

O Simples Nacional acaba com a Reforma?

Não. O Simples continua, mas ganha uma decisão nova: permanecer no recolhimento unificado ou optar por recolher IBS e CBS por fora, o regime híbrido, para gerar crédito integral ao cliente. Para quem vende a outras empresas, não gerar crédito pode virar desvantagem competitiva. A escolha certa depende de quem são os seus clientes.

O que minha empresa deve fazer agora?

Começar pelo diagnóstico: simular o impacto, revisar a precificação, incluir cláusula de repactuação tributária nos contratos longos, preparar os sistemas para o teste de 2026 e treinar o time. Quanto antes a empresa enxerga o próprio número no modelo novo, mais tempo tem para ajustar preço e margem sem pressa e sem perder competitividade.

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